Desde a infância que somos levados a crer que aquilo que é pregado pelos nossos pais é o mais correcto. A pressão por parte da sociedade para ter uma vida segura e de acordo com o status quo é enorme. Qualquer estilo de vida que é diferente do tédio diário das 9 às 5 entalado em dívidas é olhado com muita estranheza.
Tivesse eu adquirido os conhecimentos que tenho neste momento, não teria seguido a minha actual profissão, penso que a minha área profissional é muito interessante (consultoria informática), e até programava nos fins de semana quando era adolescente.
No entanto, o abuso por parte das empresas fez-me repensar o meu percurso de vida, e o que tenho perdido da minha década dos vinte em prol desta, para progredir em algo que não faz mais sentido. Desde novo que queria ser honesto, valorizado e competente, mas há sempre algo que se mete no meio, as políticas da empresa, a falta de meritocracia, a burocracia e o interesse mesquinho dos outros. É um erro que vejo muitos jovens e adultos fazer, sacrificar algum do seu tempo pessoal para progredir na sua carreira profissional.
Na empresa onde estou actualmente, não é raro ver áreas onde se trabalha inclusive à noite. Os que fazem as noitadas são sempre os jovens licenciados, aliciados pela promessa da progressão de carreira. Não há uma definição correcta do que é a progressão de carreira, pois as posições mais importantes vão estar sempre ocupadas por 20% da população (princípio de pareto), e quem está a ocupá-las não vai desistir facilmente dessas posições de poder.
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