“A blindfolded chimpanzee throwing darts at the Wall Street Journal could select a portfolio that would do as well as experts”by Unknown

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Archiv for ‘Sustentabilidade’


published: Fevereiro 7th, 2010

A China está condenada ao crescimento

A China está neste momento a entrar numa fase bastante especulativa, com o decréscimo das exportações devido à recessão global, o consumo interno foi fomentado e o dinheiro por sua vez injectado. Não havia o que fazer com tanto poderio industrial parado, e então o que foi feito : o governo injectou $585 biliões de dólares que foram gastos em apoios sociais e investimos públicos, que serão no futuro pagos pela nova geração, sobre a forma de impostos acrescidos. A cidade de Ordos é um bom exemplo que demonstra a loucura monetária, e deve ser estudado com atenção para perceber o comportamento irracional das bolhas, independentemente da sua natureza. A cidade de Ordos é um projecto de infraestruturas com o objectivo principal de aumentar o GDP, ou seja, aumentar artificialmente a actividade comercial da China. O problema é que ninguém está a usar a cidade para nada. A solução é o problema.

published: Novembro 29th, 2009

Dubai e a bancarrota

Dubai Dubai.. terra de novas oportunidades, sonhos, e também de muitas ilusões. Outrora este lugar fascinava-me pelas suas enormes e bonitas construções, mas por detrás deste véu de aparências surge a enorme ganância humana, essa que de novo nada tem e que me é tão familiar. É um exemplo verdadeira da histeria das massas, quem iria pensar, em colocar montes de edifícios numa área onde não há capacidade para a agricultura ou outro qualquer tipo de sociedade sustentável ? Não vejo futuro risonho para o Dubai depois do petróleo acabar nos UAE, não dando qualquer tipo de confiança para os bancos europeus “investirem” no Dubai, isto é, cederem crédito para estes muçulmanos andarem a brincar aos faraós do deserto. “Your Tax Dollars At Work”, só de pensar que pago as estes senhores todas as vezes que encho o depósito, minha nossa.

O Sheik Mohammed tem tentado diversificar a economia do emirato sem sucesso, porque toda ela é dependente do mundo exterior, essa é a razão pela qual o Dubai não terá futuro, não quer dizer que no curto prazo não consiga algum tipo de crescimento, no caso de receber ajudas de Abu Dhabi, um emirato que ainda contém reservas de petróleo consideráveis e também 5% das reservas de gás a nível mundial. Contudo Abu Dhabi não pode estar constantemente a fazer bailouts aos emiratos vizinhos, como o já fez este ano ao Dubai, está na altura de aprender sobre crescimento sustentável.

No Dubai o imobiliário também está de rastos, mesmo na zona da marina onde os apartamentos estão às moscas, aí novos prédios não previstos inicialmente são construídos estragando a vista da marina e o investimento dos que já lá têm apartamento, é a cegueira do lucro e da bolha imobiliária, agora vai tudo por ai abaixo.. Dubai sempre foi uma cidade mal planeada, com um trânsito avassalador em horário de ponta estando a poluição criada pelo trânsito nos mais altos níveis mundialmente. Com um fosso social dos mais elevados do mundo, onde executivos gozam as suas férias submersos em luxo e comodidades construídas por emigrantes mal pagos, que vivem não muito longe deles em contentores. Dubai nem sequer tem uma forma sustentável de “produzir” a água potável suficiente para os seus habitantes, tendo que recorrer à ineficiente dessalinização e com grandes custos. Dubai também não tem uma forma de tratar os seus resíduos de forma eficiente, dando lugar aos despejos ilegais que têm vindo a dar à nas revistas de jornais um todo por todo o mundo.

Estou curioso para saber o futuro do Dubai..

published: Novembro 12th, 2009

O que “Consumir Menos” significa

escrito por Dr. R. Daniel Allen

Sumário executivo: O frenesim do consumo da Civilização Industrial parece que chegou finalmente ao seu clímax e já começou a declinar, na primeira década no Século XXI. Um olhar mais aprofundado às realidades físicas da extracção de recursos revelam que a situação está de facto a chegar à fase terminal da civilização de grande consumo. Depleção de recursos é um aviso do requerimento para a adaptação a um novo paradigma de baixo consumo, em vez de um problema ser resolvido com tecnologias ou soluções sociais. Como um planeta, precisamos de começar a dialogar o que uma sociedade de baixo consumo e pobre em recursos se assemelha, e começar as devidas preparações.

A insaciável fome da Civilização Industrial

Nos últimos 150 anos, a combinação brutal do aumento exponencial da população e um aumento também ele exponencial do consumo per capita já reduziu significativamente uma elevada quantidade de recursos naturais necessários para a continuação da nossa Civilização Industrial. Isso inclui tanto recursos não renováveis (ex: combustíveis fósseis, minérios, etc ) e teoricamente recursos naturais que estão a ser abusados de uma forma tão grande que se estão a tornar quase não renováveis ( peixes, solo, água potável, etc ).

Pegue em num destes recursos chaves, os dados da sua extracção anual segue um crescimento exponencial desde meados de 1800 até agora. Pergunte a um cientista acerca do recurso e eles vão-lhe dizer más notícias: a curva de extracção anual, está ou já ultrapassou o ponto de colapso. Pergunte agora a economistas e políticos chorudos o que verdadeiramente se passa : “Está tudo Ok; o mercado vai sempre tomar conta de tudo como tem feito sempre”.

Então em quem vamos acreditar ? Olhando rapidamente na retórica passada, a situação torna-se clara – preocupantemente para aqueles que querem que a festa industrial continue, assim como para aqueles que têm medo que não estejamos o suficientemente preparados.

As coisas fáceis vão desaparecer

Assim que a sociedade industrial ganhou velocidade, os recursos mais fáceis, “a fruta madura nos ramos mais baixos da árvore”, foram consumidos logicamente em primeiro lugar: o carvão de grande qualidade, os minérios a poucos metros da superfície, o petróleo e gás que jorravam à superfície apenas para serem saqueados, as enormes quantidades de peixe que praticamente saltavam para dentro dos barcos, os solos férteis que produziam com o mínimo de fertilizante.

Enquanto a facilidade de extracção e a alta qualidade destes recursos deram-nos grande confiança como civilização, um aumento eterno na taxa de consumo começou a ser um requisito para a continuação das nossas industrias económicas. Enquanto este frenesim de consumo ganhou mais balanço, no entanto, os recursos que outrora eram fáceis de obter começaram a ser denominados de “alta qualidade;”, querendo dizer que os depósitos mais fáceis foram devastados ano após ano, até que os recurso que sobraram eram de fraca qualidade.

O que sobre agora claro, no nosso  avançado estado de depleção, são os recursos que são mais caros, de baixa qualidade, e mais difíceis de extrair. Estes são os metais de baixa pureza a milhares de metros abaixo do solo; petróleo e gás misturados com toxinas que precisam de ser processados / tratados com grande esforço a milhares de metros abaixo do mar, rocha e terra. A pesca escassa e de tão baixa qualidade precisando de redes gigantescas e grande navios para a sua extracção económica ser viável; e o gasto solo, carente de nutrientes requerendo quantidades avulsas de químicos para produzir algo.

As coisas difíceis são as mais difíceis

Vamos assumir uma aproximação muito crua e que os recursos teoricamente possíveis de extrair já foram consumidos quando entrámos do Século XXI – combustíveis fosseis, minérios, pesca, etc. O consumidor industrial diz : “Eh lá! Isso ainda deixa metade para ser extraído e consumido. Nós ainda temos mais 150 anos de divertimento. Vamos para a festa!”. Há no entanto, dois problemas chave que vai estragar a exuberância deste plano.

Primeiro, devido ao aumento da população e ao consumo per capita, nós estamos a queimar estes recursos a uma taxa muito mais rápida que nos primeiros 150 anos. Mesmo que o inícios do segundo período os recursos fossem facilmente extraídos, eles seriam consumidos em poucas décadas devido ao consumo exponencial. Em segundo lugar, os primeiros 150 anos foram baratos. O que resta agora é tão difícil de extrair e aceder que irá precisar de grande quantidades de energia, tornando todo o processo ineficiente e dispendioso – ie. não vai acontecer. Nem de perto.

Existe uma ironia escura na nossa sina: A segunda metade mais difícil de extrair que requerem uma infraestrutura enorme para a sua extracção apenas podem existir na presença dos recursos de maior qualidade, a tal metade mais fácil de extrair – os recursos que já não existem. Por favor leia esta frase novamente.

Por outras palavras, uma grande quantidade dos recursos de baixa qualidade que irão sobrar provavelmente nunca serão extraídos. A idade de recursos baratos e de alta qualidade que estão a alimentar a nossa civilização industrial correntemente vão acabar, e a idade de recursos caros e de baixa qualidade vai começar..

A nossa amada Civilização Industrial, este pináculo de ingenuidade humana, esta luz de vida do Universo está prestes a perder a sua energia.

“Pouco Consumo” é o novo “Grande Consumo”

Então o que é todas estas más notícias querem dizer para o nosso dia a dia ?

A resposta curta é que podemos esperar uma drástica e involuntária redução no uso de recursos num futuro não muito distante, gradualmente a piorar, e a estender até ao futuro longínquo. Esta fase pode vir de forma gradual parando em vários patamares sendo seguido de outra redução no consumo, este ciclo vai-se repetir várias vezes. A erosão continua dos recursos vai destruir a nossa industria tão desejosa de crescimento e enviar choques em cadeia passando por todas as facetas do nosso dia a dia.

Nós não teremos apenas menos dos recursos “primários” disponibilizados todos os anos — menos petróleo, menos carvão, menos gás natural, menos minério,etc; mas também teremos cada vez menos dos recursos naturais “secundários” que apenas são disponibilizados indirectamente pelos “primários”: menos electricidade, menos fertilizantes, menos tratamento de águas, menos transportes, menos computadores e comunicação electrónica, etc

Outra vez, é importante salientar aqui que este declínio não será apenas involuntário, mas como não será possível prevenir por qualquer combinação de soluções politicas, sociais ou tecnológicas. Vai simplesmente ocorrer e nós precisamos de simplesmente responder a esse evento com precaução.

É também preciso realizar que outras facetas importantes das nossas vidas vão aumentar no futuro : relações com a nossa família, comunidades e o contacto com o mundo natural; desporto local; apreciar o vento; amor nos nossos corações, etc Por outras palavras, é bastante possível que vamos re-encontrar coisas de maior valor.

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Este artigo não é da minha autoria mas traduzi para português, original pode ser encontrado no TheOilDrum : http://campfire.theoildrum.com/node/5937

published: Novembro 5th, 2009

Ponderando o próximo passo

No próximo mês a minha quantia de dinheiro já começa a ser considerável. Vou tentar nos próximos dias encontrar empresas com um histórico de dividendos consistente e que esteja nestes dois sectores : gás natural e linhas ferroviárias . Isto é claramente uma aposta no Peak Oil, e porquê gás natural ? É pouco provável que o carro eléctrico tenho sucesso no curto prazo, carros bastante caros e a tecnologia está na sua infância . Por outro lado o gás natural ainda é bastante e será possível aguentar o barco mais 15-20 anos, altura em que vamos ter que convergir para os carros eléctricos definitivamente. O capital necessário para substituir toda a frota automóvel do mundo para eléctricos é enorme, pessoalmente penso que o hype dos carros eléctricos vai acabar quando precisarmos de produzir energia para manter esses carros a andar. No papél é tudo bonito mas para alimentar esses carros todos é preciso mais que duplicar o consumo de carvão, números não mentem :

Consumo de energia mundial

Consumo de energia mundial

Como se pode constatar o petróleo é a nossa maior fonte de energia, não estou a ver isto ser substituído por ventoinhas e painéis solares nas próximas décadas! Portanto algo vai acontecer quer queiramos quer não, e é preciso definir uma estratégia para este acontecimento importante. To be continued..

published: Outubro 31st, 2009

China e a concorrêncial desleal

É difícil para um capitalista nato perceber o movimento que existe contra as lojas chinesas, em certa parte esse movimento pode ser justificado. Por um lado a competição vinda do exterior com o objectivo de trazer produtos mais baratos é sempre benéfico para o consumidor final e para economia em geral, a população mais pobre é que reconhece imediatamente os benefícios desta suposta “competição desleal”. Com a chegada da crise o governo chinês decidiu baixar os seus impostos tornando os seus produtos ainda mais baratos de produzir, no final, quem ganha sempre é o consumidor pois esses mesmos produtos têm que ser vendidos a um consumidor para que a função da moeda seja cumprida.   Para perceber o verdadeiro teor da competição desleal é preciso primeiro mergulhar na cultura chinesa e saber como funciona a sua economia e as diferenças relativamente às economias já desenvolvidas.

A influência da cultura chinesa

A cultura chinesa é uma reminiscência da cultura japonesa dos anos 70s onde houve um forte crescimento económico, as empresas japonesas apenas copiavam os produtos do ocidente sem qualquer permissão, produzindo a um preço múltiplas vezes mais baixo. A situação é muito semelhante na China actualmente onde a maior parte das empresas apenas copia produtos uma da outra, isto pode aumentar o RSI (Retorno Sobre Investimento) já que não há qualquer custo no design ou marketing de um produto e o risco é mais baixo. Este tipo de atitude também pode ser visto no seu sistema de educação onde qualquer criatividade é ignorada e o conhecimento técnico é demasiadamente valorizado. Há muita ênfase no fazer e não no pensar, no entanto esta face da China está lentamente a mudar.

Um estado de arbitragem temporário

A China sendo um pais mais pobre, pode exportar produtos a um preço mais baixo  até que a sua economia cresça até a um ponto em que esteja ao mesmo nível das ocidentais. Quando a China chegar a esse nível os chineses vão querer alguns produtos do ocidente pois já apresentam um preço relativamente confortável para o consumidor chinês. Esta competição é sempre bem vinda pois quem beneficia é sempre o consumidor final.

Será a China sustentável ?

Não. É insustentável ter 1 330 milhões de habitantes com um nível de vida semelhante ao de um americano. A China também já enfrenta graves problemas de poluição devido à sua industrialização precoce. Vou tocar neste aspecto outro artigo.

published: Junho 21st, 2009

Sobpopulação

Hoje andava a ler um bocado por esses blogs e sites estrangeiros e encontrei este filme simples e esclarecedor. Fala sobre o impacto da sobpopuluação num planeta finito, é incrível como às vezes as coisas mais simples fazem o completo sentido. A Jane Goodall dá uma analogia bastante forte no vídeo e também faz algumas notas sobre os nossos costumes passados e presentes como sociedade.

published: Junho 10th, 2009

O paradoxo do crescimento

Toda a população deseja crescimento, isso faz aumentar o seu nível de vida e todos ficam contentes. No entanto é impossível manter grandes níveis de crescimento devido às restrições físicas do planeta terra, até um determinado patamar. Durante a última centena de anos foi possível o crescimento quase exponencial nos países ocidentais devido ao excedente de carvão e petróleo. Estas duas matérias primas foram o combustível para a revolução industrial, tanto pela sua facilidade de extracção como de transporte.

No entanto, com o rápido crescimento dos países emergentes começam a surgir as primeiras grandes oscilações no seu preço bem como outros problemas ambientais, contudo o problema mais grave será, certamente, o impacto no preço das matérias primas, uma vez que o mundo ocidental terá que partilhar os recurso com o resto do mundo em desenvolvimento. A globalização acaba como sendo um instrumento aniquilador de arbitragens entre o 1º e 3º mundo. Claro que nesta questão os peritos acreditam que haverá um ponto em que tudo se vai equilibrar devido à eficiência dos mercados, uma coisa será certa, quem vai perder mais será o planeta terra.

Países como a China e Índia estão na transição para uma sociedade com base no consumo, é previsto que a frota de carros na China seja maior que a frota no resto do mundo inteiro num futuro não muito longínquo. Agora tudo isto começa a levantar sérias dúvidas sobre a viabilidade da necessidade de crescimento. Normalmente o crescimento está associado a uma maior ostentação de bens materiais. Todo o mundo gira em volto do crescimento, pais influenciam os seus filhos a estudarem arduamente para ter um bom salário ao fim do mês, partidos políticos estão sempre a promover crescimento e prosperidade, laboratórios científicos encontram curas para as doenças mais exóticas prolongando cada vez mais a longevidade da raça humana, etc,

Este é um paradoxo complexo e que não será simples de resolver, enquanto o frenesim continuar e a população basear toda sua vida produtiva no querer parecer e impressionar, o comum dos homens trabalhará a vida inteira apenas para ostentar e destruir este planeta.

published: Junho 7th, 2009

O mundo é a nossa casa

“HOME” é um filme da autoria do realizador francês Yann Arthus-Bertrand, é constituído por paisagens aéreas do mundo inteiro e pretende sensibilizar a opinião pública mundial sobre a necessidade de alterar modos e hábitos de vida a fim de evitar uma catástrofe ecológica planetária. Todo o documentário é marcado por paisagens e cenas deslumbrantes por este fotografo/realizador especializado em fotografias aéreas. Ele também está muito envolvido em movimentos ambientais e de sustentabilidade. Este documentário é para mim um “must see”, é uma optma introdução ao tema embora não entre muito pelo campo do pico de petróleo e sobre população. É deste tipo de documentário que talvez possa abrir os olhos às massas sem os habituais números, estatísticas e gráficos. Veremos qual será o impacto desta obra.

Ver o documentário no youtube

published: Abril 25th, 2009

Reservas de carvão em Benga são 90% acima do esperado

As reservas de carvão na região de Benga, Moçambique, são 90 por cento maiores do que o esperado inicialmente, anunciaram hoje as concessionárias, a australiana Riversdale Mining e a indiana Tata Steel. Estes recursos de carvão [4 mil milhões de toneladas] representam um aumento de 90 por cento em relação aos anunciados anteriormente em Setembro de 2008″, referem as empresas em comunicado. Este aumento nos recursos e a estimativa inicial de reserva representam um marco significativo para o projecto e terão um impacto positivo na dimensão da mina e no seu potencial para se tornar num projecto de dimensão mundial”, realçam a Riversadale e a Tata Steel Limited.

Diário Digital / Lusa

Este pode ser um dia feliz para Moçambique mas um péssimo dia para os amantes da sustentabilidade..