“Subjacente à maioria dos argumentos contrários ao livre mercado está a falta de acreditar na própria liberdade.”by Milton Friedman

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Archiv for Dezembro, 2009


published: Dezembro 21st, 2009

O banqueiro e o pescador mexicano

Um investidor e banqueiro passava por uma aldeia mexicana quando observou de perto um pequeno barco atracado com um pescador lá dentro. Dentro do barco estava uma quantidade apreciável de atum. O banqueiro felicitou o pescador na qualidade do peixe obtido e perguntou ao pescador quanto tempo tinha ele gasto na sua pesca.

O pescador disse, “Muito pouco tempo na verdade.”

O banqueiro prontamente perguntou porque razão o pescador não ficou mais tempo dentro do barco a pescar mais atum. O pescador disse que já tinha o suficiente para as necessidades imediatas da sua família.

O banqueiro depois perguntou, “Mas o que fazes com o resto do teu tempo livre ?”

O pescador disse, “Durmo até tarde, pesco um bocado, brinco com os meus filhos, faço algumas sestas com a minha mulher, visito a aldeia e bebo e jogo cartas com os meus amigos. Eu tenho uma vida ocupada e cheia.”

O banqueiro disse, “Eu sou Doutorado em Engenharia e Gestão e posso-te aconselhar. Tu devias gastar mais tempo a pescar e com os lucros obtidos, comprar um barco maior. Com o lucro desse barco poderias comprar vários barcos ainda maiores.”

O banqueiro continuou a conversa, “E em vez de vender peixe a um intermediário deverias vender directamente ao processador, até que abrisses a tua própria fábrica para enlatar atum. Tu controlarias o produto, a sua produção e a distribuição! Então precisarias de sair desta aldeia e ir para a Cidade do México, depois Los Angeles e finalmente Nova York onde poderias expandir ainda mais o teu negócio.”

O pescador perguntou depois, “Mas então quanto tempo isto tudo vai demorar ?”

O banqueiro respondeu, “Talvez 15 a 20 anos, mas não tenho a certeza.”

“Mas depois o que acontece ?”, perguntou o pescador.

O banqueiro riu-se e disse, “Essa é a melhor parte. Quando a altura certa chegar anuncias uma IPO (Oferta Pública Inicial) e vendes a tua empresa para o público e ficas milionário. Vais fazer milhões!”

“Milhões. Ok e depois?”, perguntou o pescador.

O banqueiro depois respondeu, “Depois reformas-te, e passas a vida a dormir até tarde, a pescar um bocado quando te apetecer, a brincar com os teus filhos, a fazer algumas sestas com a tua mulher, a visitar a aldeia, e a beber e jogar cartas com os teus amigos. Enfim, tendo uma vida ocupada e cheia. ”

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published: Dezembro 14th, 2009

O trabalho efectivo é uma falsa casa segura

O trabalho efectivo é uma falsa casa segura, mas somos todos a pensar o contrário, a isto chama-se “Condição Social” ou também pensamento de grupo / herança, segundo alguns peritos. Se todos pensassem menos em trabalho efectivo mas sim em trabalho concreto estaríamos numa era deveras próspera e os lucros seriam distribuídos mais simetricamente pela população em geral. Mas este comportamento já é antigo e teve origem com a agricultura em 7000-5000 antes de Cristo, nas primeiras economias, onde homens eram pagos para simplesmente guardar e trabalhar os mantimentos produzidos pelas hortas dos ricos, tornando-os cada vez mais ricos, os pobres trabalhadores eram-lhes pago uma bagatela e permaneciam sempre pobres. Este facto é relevante, apesar de nessa altura ser fácil competir criando a sua própria horta, não havia muitos com a ousadia para tal. Não havia qualquer destreza a ser aprendida basicamente e não havia a super estrutura de hoje em dia para gerar qualquer tipo de negócio ou produto que envolve o transporte, formação de pessoal, garantia de qualidade, suporte, segurança social, etc

O ser humano sempre foi um animal com hábitos de conforto, o típico trabalhador aceita que grande parte do seu ordenado seja divido com o patrão sem ele fazer nada por isso. Em troca o trabalhador tem um trabalho efectivo até chegar ao dia em que o chefe disser simplesmente “Estás despedido..” ou “Vamos falir..” . A situação por vezes ainda é pior, quando um casal é despedido, é caso para dizer que é necessário diversificar todos as nossas fontes de dinheiro e nunca acreditar que o trabalho efectivo é para sempre. Não cases com uma pessoa que trabalha na tua empresa, assim evitas este tipo de situações e também no caso da relação dar para o torto não precisas de ver essa pessoa todos os dias.

O comportamento de esperar o emprego efectivo é mau, tenho conhecidos meus que ganham mais que pessoas que desempenham a mesma função e com maior formação inclusive. Trata-se de saber regatear, coisa impensável para o comum português, sorte já temos nós por estarmos empregados não é verdade.

Já para não falar da forma como os empregados são tratados nas grandes empresas, como meras ferramentas de lucros e a super estrutura nas grandes empresas é enorme. Levando anos senão décadas até se chegar a uma posição confortável dentro da empresa, por isso faz uma favor a ti mesmo e encontra outro emprego, tu mereces melhor. E se providenciares valor intrínseco a qualquer empresa por onde tenhas passado não vejo porque ninguém te queira, visto que os bons trabalhadores são sempre aqueles criam valor acrescentado, não fazem apenas a tarefa que lhes é incumbida.

Investe na tua formação mas também não te esqueças que és apenas mais um rato no grande esquema das coisas.